quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Conhecimento ou Poder de Deus - Jander Pires



          Estamos vivendo um tempo onde se fala muito sobre adoração. Sobre intimidade. Sobre amor ao noivo. Sobre querer mais de Deus. Sobre Santidade. Nossas canções falam sobre isso. Nossas pregações falam disso. Há um sentimento pairando sobre o Brasil já há anos, um sentimento de mais de Deus.
Isso é muito precioso. É muito valoroso. Muito verdadeiro.
Dia 22 de Abril de 1500, quando o Brasil foi descoberto, as caravelas chegaram a um lugar onde deram o nome de “Monte Pascoal”, porque era Páscoa. Naquele dia, a Igreja Cristã sobre a face da terra declarou sobre o Brasil, consagrando nossa terra, “Terra de Vera Cruz!”, ou seja, Terra da verdadeira Cruz!
Já ouvi muitos dizerem que o Brasil foi consagrado aos ídolos, consagrado ao diabo, demônios, etc. Mas o fato é que Deus tomou a única igreja Cristã daquela época e assim que pisaram no Brasil eles disseram, “terra de Vera cruz.”
Não posso afirmar ao certo se eles tinham idéia da dimensão do que eles estavam fazendo naquele dia. Mas há um princípio espiritual que foi aplicado lá naquele dia.
Em Josué 1:3 está escrito assim: “Todo lugar que pisar a planta de vosso pé, vo-lo tenho dado…”
Naquele dia o Brasil foi consagrado ao Senhor, aquele que morreu na verdadeira cruz. Cristo, o filho do Deus vivo!
Sim, sei que depois, com a chegada dos escravos e muitas outras crenças, em muitos lugares, sacrifícios e outras adorações foram feitos sobre o nosso solo. Mas aquela sentença, aquela consagração já havia sido feita, e chegaria o dia onde Deus reivindicaria essa consagração.
Creio que esse tempo tem chegado sobre o Brasil. Creio que estamos vivendo o tempo onde Deus está levantando uma geração que entende que o Brasil foi escolhido como nação adoradora sobre a face da terra, uma geração que diz não ao pecado, uma geração segundo a palavra de Jeremias 33:22 – “Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim.”
Deus está levantando essa geração de Davi, não só no Brasil, mas nos quatro cantos do planeta. É fato que o Brasil está vivendo algo especial, algo singular, algo ímpar!
Nós veremos e viveremos esse grande derramar do Espírito Santo sobre nossa nação. Mas é fato, também, que em meio a essa fome e sede que nossa geração tem vivido, um modismo, uma religiosidade profética está sendo estabelecida em nosso meio.
Por volta dos anos 70, o Brasil recebeu de Deus um grande derramar do Espírito Santo, onde muitos novos ministérios foram levantados. Até então, se prezava muito sobre o conhecimento da palavra, a fundamentação através das escrituras, o que é e sempre foi essencial e precioso, porém, nesses anos de derramar do Espírito Santo, o Brasil descobriu algo que antes não tinham vivenciado com tanta intensidade: O Poder de Deus! E, infelizmente, após esse período, um novo grupo de pessoas surgiu: aquelas que se preocupavam muito em ver o poder de Deus manifesto, mas que começaram a ignorar o conhecimento profundo da palavra.
E houve, então, uma divisão entre aqueles que defendiam o conhecimento da palavra, e, abertamente, ignoravam muitos moveres do Espírito, inclusive os dons do Espírito Santo descritos em I Coríntios 12, e aqueles que buscavam o mover do Espírito Santo e proclamavam e viviam esses dons.
Mas, o problema em tudo isso, além da divisão, foi que a divisão de pensamentos ocorreu para os dois extremos, onde um defendia o conhecimento da palavra a fundo, e buscavam nela a defesa para não viver todas aquelas experiências sobrenaturais, e o outro defendia o viver o sobrenatural e chegando ao ponto de ignorar o estudo profundo da palavra de Deus, argumentando que a letra mata, que, por causa do estudo, as pessoas se tornavam duras de coração e não mais sensíveis ao Espírito.
Dentro disso, um dia, o Espírito Santo começou a falar comigo através de uma passagem de Mateus 22:23-29.
“23      No mesmo dia, chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram,
24     dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele e suscitará
descendência a seu irmão.
25     Ora, houve entre nós sete irmãos; o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão.
26     Da mesma sorte, o segundo, e o terceiro, até ao sétimo;
27     por fim, depois de todos, morreu também a mulher.
28     Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?
29     Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as
Escrituras, nem o poder de Deus.”

Aqui, vemos claramente os Saduceus – que eram estudiosos da palavra, mas não criam no sobrenatural de Deus ao ponto de crer na ressurreição dos mortos – questionando Jesus sobre esse tema e, Jesus em sua sabedoria incrível, dá uma resposta que nos ensina muito, e que creio ser uma das chaves para essa nossa geração não cair nos mesmos erros das gerações passadas, que tiveram um grande derramar do Espírito Santo, mas deixaram isso passar.
“Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (v. 29)
Jesus deixa claro. OS DOIS EXTREMOS ISOLADOS NOS LEVAM AO ERRO. PRECISAMOS DOS DOIS. Se conhecermos as escrituras a fundo, mas não conhecermos o poder de Deus, estaremos nos enchendo de conhecimento, teoria, mas não teremos os efeitos de todo esse conhecimento.
A palavra diz que o “…Evangelho é poder de Deus para todo aquele que crer…” (Rm 1:16 – destaque do autor)
Porém, o contrário também é verdadeiro. Conhecer o poder de Deus e não ter o conhecimento profundo da palavra nos assemelha a um soldado que tem uma bazuca em suas mãos, mas não sabe como utilizá-la com eficiência.
Em ambos os casos, acabamos destruindo muitas coisas que não eram para ser destruídas. Ao invés de edificarmos, acabamos causando mais estragos.
Precisamos conseguir um equilíbrio. Precisamos do conhecimento profundo da palavra de Deus e o conhecimento profundo do SEU poder!
Precisamos viver a palavra de Deus debaixo da revelação do Espírito Santo. Precisamos seguir os passos de grandes homens de Deus na história. Homens como Paulo, Spurgeon, John Wesley e muitos outros. Homens que impactaram sua geração com poder e conhecimento profundo da palavra de Deus.
Imagine uma geração que além de conhecer a palavra de Deus, vive o sobrenatural de Deus! Uma geração que não se move, nem se abala com qualquer vento de doutrina. Uma geração que entende o seu papel no seu tempo, na sua história.
Precisamos desse equilíbrio, se quisermos vivenciar o que nenhuma outra geração sobre a face da terra vivenciou.
Temos que parar de questionar uns aos outros sobre os dons do Espírito, se existem mesmo o dom de línguas e se o dom da profecia é mesmo para o nosso tempo também e não só algo da igreja primitiva. Assim como Jesus disse ao mensageiro de João Batista quando questionado por ele quanto ele realmente ser o Cristo de Deus, eu digo hoje:
“Ide e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:
Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressucitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.
E bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em mim”
(Mateus 11:1-6)

O sinais de Deus em nossa geração estão acontecendo, e ao invés de discutirmos a teologia dos sinais, ou criticarmos a palavra e exaltarmos o poder, como se a palavra pudesse causar-nos alguma mal, devemos, na verdade, nos unir como Paulo descreve:
1      Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2     com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3     procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz:
4     há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
5     um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
6     um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.
(Efésios 4:1-6)

Podemos ser a geração que vai saquear o inferno como nenhuma outra conseguiu. A criação na nossa geração está gemendo pela manifestação dos filhos de Deus como nunca antes!
Tudo que precisamos fazer é nos posicionar. Apontar o dedo não vai mudar nada. A decisão de ser como essa geração, com fome e sede de Deus e da sua palavra, é individual. É uma decisão pessoal.
Seja um agente do Reino de Deus com conhecimento e poder de Deus em sua geração!
Jander Pires.
Santidade ao Senhor ( http://santidadeaosenhor.wordpress.com)


terça-feira, 4 de agosto de 2009

FEITO PARA SER SEMELHANTE A CRISTO

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8.29;

Você foi criado para se tornar semelhante a Cristo.

Desde o princípio, o plano de Deus tem sido fazê-lo à semelhança de seu Filho, Jesus. Esse é o seu destino e um dos principais propósitos para sua vida. Deus anunciou sua intenção na criação: Então disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança. (Gn 1:26)

Em toda a criação, somente o homem foi feito “à imagem de Deus”. Esse é um grande privilégio, que nos honra sobremaneira. Essa afirmação inclui alguns aspectos, tal como Deus, somos Seres Espirituais : nosso espírito é imortal e sobreviverá ao nosso corpo terreno; Somos Inteligentes: podemos pensar, ponderar e solucionar problemas; como Deus, nós Nos relacionamos: podemos dar e receber amor verdadeiro e somos dotados de consciência moral; Podemos Discernir Entre o Certo e o Errado: o que nos torna responsáveis diante de Deus.

Todas as pessoas, e não apenas os crentes, detêm parte da imagem de Deus; esse é o motivo pelo qual o assassinato e o aborto são errados. Mas a imagem está incompleta, tendo sido danificada e distorcida pelo pecado. Então Deus enviou Jesus para restaurar a plena imagem que havíamos perdido.

Então, com o que se parece a plena “imagem e semelhança” de Deus? Ela se parece com Jesus Cristo!

A Bíblia diz que Jesus é a imagem de Deus, a imagem do Deus invisível e a expressão exata do seu ser.(João 1:14; 1:18; João 14:9).

As pessoas usam freqüentemente a expressão “Tal pai, tal filho”, para se referir à semelhança familiar. Deus também quer que seus filhos tenham sua imagem e semelhança. Deixe-me ser absolutamente claro: você jamais se tornará igual a Deus, ou mesmo a um deus. Essa mentira arrogante é a mais antiga tentação de Satanás. Satanás prometeu a Adão e Eva que, se seguissem seu conselho, seriam como Deus (Gn. 3:5). Muitas religiões e filosofias da Nova Era ainda promovem esta velha mentira: que somos divinos ou que podemos nos tornar deuses.

O desejo de ser um deus manifesta-se todas as vezes que tentamos controlar nossas circunstâncias, nosso futuro e as pessoas ao redor. Mas como criaturas jamais seremos o Criador. Deus não quer que você se torne um deus; ele quer que você se torne santo, que assuma valores, atitudes e caráter próprios dele.

O supremo objetivo de Deus para sua vida na terra não é o conforto, mas o desenvolvimento de seu caráter. Ele quer que você cresça espiritualmente e se torne semelhante a Cristo. Tornar-se semelhante a Cristo não significa perder a personalidade,mas sim ter o caráter transformado.

Deus quer que você desenvolva o tipo de caráter descrito nas bem-aventuranças de Jesus,(Mt 5:1-12) nos frutos do Espírito(Gl 5:22-23), no grande capítulo de Paulo sobre o amor (1 Cor. 13) e na lista de Pedro das características de uma vida produtiva e parecida com a de Cristo (2 Pe. 1:5-8).

Toda vez que esquece que o caráter é um dos propósitos de Deus para sua vida, você se torna frustrado pela situação que o cerca. Você pensa consigo mesmo: “Por que isso está acontecendo comigo? Por que estou passando por momentos tão difíceis?”. A resposta é que a vida deve ser difícil! É isso que nos possibilita crescer. Lembre-se de que aqui é a terra e não o céu!

Muitos cristãos interpretam erroneamente a promessa de Jesus de vida em abundância, como se fosse saúde perfeita, estilo de vida confortável, felicidade constante, plena realização dos sonhos e o alívio instantâneo dos problemas por meio da fé e da oração. Em poucas palavras, esperam que a vida cristã seja fácil; esperam que o céu seja na terra.

Essa perspectiva voltada para si mesmo trata Deus como se fosse o gênio da lâmpada, que existe tão-somente para nos servir em nossa busca egoísta de realização pessoal. Mas Deus não é nosso criado, e, caso nos deixemos levar pela idéia de que a vida deve ser fácil, ou ficaremos grandemente desapontados, ou viveremos nos recusando a aceitar a realidade.

Bem, como Deus trabalha então para me tornar semelhante a Cristo:

ATRAVÉS DA OBRA DO ESPÍRITO SANTO

É tarefa do Espírito Santo produzir um caráter semelhante ao de Cristo em você. A Bíblia diz: Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. (2 Cor 3:18). O processo de transformação pelo qual nos tornarmos mais semelhantes a Jesus é chamado santificação..

Você não pode reproduzir o caráter de Jesus por seus próprios esforços. Decisões de Ano Novo, força de vontade e as melhores intenções não são suficientes. Somente o Espírito Santo tem o poder de realizar as transformações que Deus deseja para nossa vida.

Mencione “O poder do Espírito Santo”, e muitas pessoas imaginam manifestações miraculosas e emoções intensas. Mas na maioria das vezes o poder do Espírito Santo é liberado na sua vida de maneira tranqüila e “despretensiosa”, de modo que você nem se dá conta, nem tem nenhuma sensação. Contudo ele está trabalhando para que você melhore.

As características de Cristo não são produzidas por imitação, mas por habitação. Nós permitimos que Cristo viva através de nós. Pois este é o segredo: Cristo vive em vós. E como isso acontece na vida real? Pelas escolhas que fazemos. Nós escolhemos fazer a coisa certa nas diversas situações de nossa vida e confiamos no Espírito Santo de Deus para nos dar força, amor, fé e sabedoria para fazê-la. Uma vez que o Espírito de Deus vive dentro de nós, essas coisas estão sempre à disposição quando pedidas.

Devemos cooperar com o trabalho do Espírito Santo. Por toda a Bíblia vemos uma importante verdade ilustrada repetidamente: o Espírito Santo libera poder no momento em que você dá um passo de fé. Quando Josué se defrontou com um obstáculo intransponível, as águas transbordantes do rio Jordão recuaram somente depois que os líderes pisaram na água corrente em obediência e fé.(Josué 3:3-17). A obediência libera o poder de Deus.

Deus espera que você aja primeiro. Não espere sentir-se poderoso ou confiante. Siga adiante na sua fraqueza, fazendo a coisa certa a despeito de seus medos e sentimentos. É assim que você coopera com o Espírito Santo, e essa é a forma que seu caráter se desenvolve.

Deus usa sua Palavra, as pessoas e as circunstâncias

Os três fatores são indispensáveis para o desenvolvimento do caráter. A Palavra de Deus: supre a verdade que precisamos para crescer; Os filhos de Deus (pessoas): suprem o apoio que precisamos para crescer; As Circunstâncias: suprem o ambiente que precisamos para pôr em prática as características de Cristo.

Se você estudar e aplicar a Palavra de Deus, se reunir regularmente com outros crentes e aprender a confiar em Deus nos momentos difíceis, garanto que você se tornará mais parecido com Jesus.

Muitas pessoas presumem que tudo de que necessitam para crescer espiritualmente é estudo bíblico e oração. Mas algumas questões da vida nunca serão transformadas somente por estudo bíblico e oração. Deus usa as pessoas. Ele normalmente prefere operar por meio de pessoas do que realizar milagres, de forma que dependemos uns dos outros para alcançar comunhão. Ele quer que cresçamos juntos.

Em muitas religiões, as pessoas consideradas mais santas e maduras espiritualmente são as que se isolam das outras em monastérios no topo de montanhas, afastadas do pernicioso contato com outras pessoas. Mas esse é um mal-entendido grosseiro. A maturidade espiritual não é uma busca individual e solitária! Você não pode crescer à semelhança de Cristo em isolamento. Você deve ter pessoas à volta e interagir com elas. Precisa fazer parte de uma igreja e uma comunidade. Por quê? Porque a verdadeira maturidade espiritual diz respeito a aprender a amar como Jesus amou, e você não pode ser semelhante a Jesus na prática sem que haja relacionamento com outras pessoas. Lembre-se: está tudo em torno do amor — amar a Deus e amar os outros.

Você é um trabalho em execução. Sua transformação espiritual, no que se refere a desenvolver o caráter de Jesus, durará o resto de sua vida. Ela só estará terminada quando você for para o céu ou quando Jesus voltar.

Grande parte das confusões na vida cristã tem origem no desconhecimento da simples verdade de que Deus está muito mais interessado em edificar seu caráter do que em qualquer outra coisa. Deus está muito mais interessado em quem você é do que no que você faz.

É preciso que você tome uma decisão contra a sua formação cultural, para se concentrar em se tornar mais semelhante a Jesus. Caso contrário, outras forças, como amigos, pais, colegas de trabalho e a cultura estabelecida, tentarão moldá-lo à própria imagem deles.

Hoje muitas pessoas de nossas igrejas contentaram-se com a estabilidade emocional e a realização pessoal. Isso é narcisismo, e não discipulado. Jesus não morreu naquela cruz apenas para que pudéssemos levar vidas equilibradas e confortáveis. O seu propósito é muito mais profundo: ele quer nos tornar como ele! Esse é nosso grande privilégio, nossa responsabilidade direta e nosso destino final.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Voltemos ao primiero amor




“Lembra-te de onde caístes, arrepende-te e volta a prática das primeiras obras.”


O livro na verdade é uma carta destinada às sete igrejas na Ásia Menor. Eram igrejas que cultuavam ao Deus de Israel e aguardavam a volta de Jesus. Porém, essas igrejas passavam por problemas espirituais e Deus, conhecedor de todas as coisas, começa o livro exortando cada uma delas. Mas as exortações desse livro também valem para cada cristão hoje, para mim e para você.
Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achastes mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.”
Este é o trecho da carta escrita para a igreja de Éfeso (Apocalipse 2), que foi exortada por Deus para que voltassem a prática das primeiras obras. (1-5) Segundo o comentarista da Bíblia de Estudo Plenitude (pag. 1353) esta igreja odiava o mal, não tolerava o pecado e obedecia as Escrituras. Mas o amor a Deus não era mais tão fervoroso. Viviam fazendo a obra, mas apenas por rotina, costume. A instrução do Senhor é“lembra-te de onde caístes, arrepende-te e volta a prática das primeiras obras.” (do primeiro amor) (v. 5)
Nestes dias fiquei a pensar como essa Palavra encaixava-se perfeitamente na minha vida, e no meu ministério. Quanto mais o tempo passa, mais desejamos buscar o Senhor e trabalhar para Ele. Porém, na correria da nossa vida cristã, do ativismo religioso, acabamos sendo iguais a igreja de Éfeso: dançamos porque temos que dançar, cantamos porque nosso nome está na escala do louvor, pregamos porque fomos convidado para dirigirmos o culto, vamos a igreja porque já nos acostumamos. Não toleramos o pecado, já temos a Jesus como Senhor de nossa vida, mas abandonamos o calor do primeiro amor. Quando começamos a gostar de uma pessoa e esse amor é correspondido, tudo em volta parece lembrar o nosso amado ou amada. Vivemos pensando nele (a). O amor é realmente lindo!
Sinto-me envergonhada em saber que muitas vezes abandono o primeiro amor e preciso voltar aonde caí. É vergonhoso às vezes chegar diante de Deus e dizer isso. Mas o meu “espelho espiritual” não falha! Creio que não só o meu, mas o de qualquer um que deseja ter mais do Senhor em sua vida. Ele disse a igreja de Éfeso para que se lembrasse onde havia caído e voltasse ao primeiro amor. O mesmo Ele faz conosco. Se pararmos para pensar um pouquinho, vamos ver no que temos errado. Só depende de nós voltarmos para trás e reiniciamos tudo de novo! Fazer o quê? Só temos duas alternativas: ou começamos do zero ou então ficamos no estado em que estamos. E se a nossa opção de escolha for a segunda, eis o que diz o Pai para nossas vidas: “Quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.” Sabe o que isso quer dizer? A luz do Senhor sairá de nossas vidas, de nosso ministério. Seremos sepulcros caiados. Sem a unção de Deus em nossas vidas, sem o brilho do seu olhar sobre nós, do que valerá tudo que fazemos?
A Palavra diz que devemos ser imitadores de Deus (Ef 5.1), devemos ser santos como Ele é Santo. Mesmo sabendo que estamos no erro, Ele nos dá uma segunda chance, nos perdoa e ainda nos dá presentes; Ele nos ama incondicionalmente! Olha que grande promessa Ele faz àqueles que se mantiverem fiéis ao seu propósito: “Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.” (v. 7). Voltemos ao primeiro amor!
::Por Renata Lima
Colaboradora do portal Lagoinha.com