quarta-feira, 10 de março de 2010

Tempo de Cura - Parte 2 - Gidel Lannes Junior


Máscaras de plástico:
Autor Gidel Lannes

Quando a Bíblia diz que Deus está procurando adoradores que o adorem em espírito e em verdade (João 4 :23) eu imagino Deus em certo ponto em cada geração fitando os seus olhos buscando ver se naquela geração alguém está inconformado e disposto a ouví-lo.
Certo missionário fez a seguinte pergunta: Porque Deus procura verdadeiros adoradores?
E ele mesmo respondeu: _Porque existem falsos adoradores.
Deus está querendo VERDADE

Quando Jesus disse em suas palavras para alguns judeus que estavam aceitando sua mensagem Ele disse:...Conhecereis a VERDADE e a VERDADE vos libertará (1 João 8:32).
A palavra VERDADE aqui é na tradução original a mesma palavra REALIDADE, ou seja, traduzindo, poderia ser literalmente assim ::...Conhecereis a REALIDADE e a REALIDADE vos libertará (1 João 8:32).
A vida com Deus não é um “conto de fadas” Deus não se compactua com o pecado de nenhuma forma. Não existe na bíblia outro assunto que nos afasta da presença de Deus que não seja o pecado. Mas parece que esta questão tão básica foi esquecida em muitas realidades congregacionais em todo o mundo. Muitos se reúnem para cultuar a Deus sem o mínimo de Temor do Senhor. Muitos líderes preferem falar de prosperidade e outros assuntos que alimentam a alma do povo do que tratar o pecado.
Esquecem que todas as bênçãos de Deus já foram liberadas pra nós na cruz. E, somente o pecado tem sido a doença que nos afasta de Suas bençãos. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo... (Efésios 1:3) .
Sem tratar o pecado levantamos as mãos e cantamos com alegria, dançamos e pulamos em meio as canções animadas. E com isso nos tornamos semelhantes a geração de Jesus que pelo qual Ele mesmo declarou: Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; (Marcos 7:3) .
Observação: Qual é a única coisa que nos afasta ou distancia da presença de Deus? Resposta: PECADO. Com isso tudo, vemos muitas pessoas presas a pecados escôndidos em suas vidas. Pessoas que vão para o culto e são na maoria das vezes obrigadas pelo "SISTEMA" a carregar esse fardo pesado, pois sabem que na hora em que expuserem suas mazelas, muitos em vez de dar suporte, irão apontar seus dedos de fariseus e consequente assassinar sua fé com palavras e gestos. Leia com atenção esses textos abaixos: por que eles nos revela que pecado destrói nossas estruturas, veja!
Pois a minha vida está gasta de tristeza, e os meus anos de suspiros; a minha força desfalece por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem. (salmos 31:10).

Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo. Salmos 32:3

Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.(Salmos 38:3)

O coração tranqüilo é a vida da carne; a inveja, porém, é a podridão dos ossos.(Salmos 14:30).

Poderíamos fazer uma capítulo desse assunto só com vercículos desse tipo onde o salmista diz que por causa de seu silêncio os seus ossos se secaram.
Infelizmente muitas pessoas sofrem com a falta de um campo de miserícordia em muitos templos Esse campo de misericórdia constroem um ambiente onde as pessoas não sentem medo de se expor fazendo com que elas se afastem. Quando a Bíblia diz pra suportar-mos uns aos outros não está dizendo pra aturarmos uns aos outros, mas para dar suporte àqueles que precisam. chorar com os que choram encaixa bem como exemplo. Infelizmente temos a tendência de olhar para as estruturas e não em Deus.
Temos a tendência de olhar para os homens nessas horas. Muitos fazem isso pelo fato de muitos homens de Deus fazerem de suas imagens um esteriótipo de santidade. Quando na verdade somos todos carentes da Graça de Deus, amor e compaixao um dos outros. Com todo esses acontecimento: Nos tornamos quase que bonecos de barro usando máscaras de plástico na cara. Quando chegamos no templo, colocamos essas máscaras e dizemos as palavras do "evangeliquês" do tipo: PAZ DO SENHOR IRMAO, QUERO SAUDAR A IGREJA COM A PAZ DO SENHOR, TA AMARRADO, TA REPREENDIDO E bla bla bla bla....
E quando saímos do culto e chegamos em casa tiramos a máscara e colocamos ela no ármario aguardando próximo culto. Voltamos a ser os mesmos filhos desobedientes em casa, os mesmos pecados nos asolam dia e noite. Algumas pessoas podem ouvir claramente a voz do diabo os acusando diante de Deus dia e noite. vemos pessoas presas a palavras duras que receberam de seus pais e por isso não conseguem perdoá-los. Trazendo sobre sí uma grande amargura e consequentemente enfermidades como cancer e etc...
Quantos lares cristãos destruídos? adolescentes rebeldes? pecados dos mais terriveis morando conosco porque falta confissão? O marido que não conversa com a esposa, nao abre seu coração. Os pais que não entendem que seus filhos também são humanos e precisam de sua atenção e etc.. esposa que não honra sua casa, prefere ficar "mofando" na "igreja" do que honrar seu marido quando chega do trabalho preparando aquele delicioso jantar. Enfim, há uma lista de erros que precisam ser apagados de nossas vidas.
Uma lista de conceitos que precisam mudar à Luz do Espírito Santo. Podemos ver jovens e adolecentes buscando nas drogas amenizar suas dores. Pessoas a tanto tempo numa congregação mas parece que nada muda, sua vida fica amarrada durante tanto tempo, porque infelizmente tudo o que ela tem sido ensinada não está relacionado a andar na Luz. Creio que juntos aqui aprenderemos o caminho de vencer todas essas mazelas e juntos buscar um novo estilo de vida onde a VERDADE /REALIDADE de Deus nos libertará de todo pecado que nos assola diariamente.
Disse Jesus: Eu Sou o caminho e a VERDADE e a vida...
 
Gidel Lannes Junior
http://gidellannes.blogspot.com/

Tempo de Cura - Parte 1 - Gidel Lannes Junior


Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça 1 João 1:9.Nesses dias tenho meditado bastante a respeito desse texto.

Sabemos que o Reino de Deus é baseado em princípios imutáveis que o Senhor estabeleu. Isso significa que não há “jeitinho brasileiro” ou “atalhos”. Infelizmente tem se pregado um evangelho barato e romântico onde mais uma vez de uma forma “subliminar” tem-se gerado uma legalidade na vida de muitos cristãos. Alguns dizem pra colocar suas orações pros lideres levarem para Israel ou para o Rio Jordão ou para o muro das lamentações e etc...Outras dizem que é só levar uma rosa pra dentro da sua casa ou um pedaço de lenço e etc...

Sim, o povo está perecendo por causa da falta de conhecimento. Mas de nenhuma forma podemos dizer que falta oportunidade para se buscar conhecimento de Deus. Primeiro porque temos o Espírito Santo que nos ensinará todas as coisas, segundo, a questão é que o povo tem sempre a tendência de levantar os “reis Saús” do século XXI. Claro que quando estivermos no tribunal de Deus não poderemos colocar a culpa em ninguém. Por isso que sinto um grande temor. Pois não haverá desculpas naquele dia. Cada um responderá por si mesmo.

Voltando ao assunto principal vemos no versículo acima uma condição para o perdão de Deus e conseqüentemente a cura. Se confessarmos nossos pecados...
A bíblia deixa bem claro que pecado tem que ser tratado.

Depois quero compartilhar uma experiência que tivemos em uma de nossas ministrações onde o Espírito Santo fez algo tremendo. Mas primeiro quero incentivar você a entrar em um nível de vida com Deus pelo qual você mesmo tem buscado. Muitas pessoas não têm suportado o fato de ter que colocar uma “máscara de plástico” antes de ir para o culto em sua congregação porque infelizmente no ambiente do culto não existe um campo de misericórdia. O local onde se cultua não existe espaço para pecadores quebrantados, mas existe espaço para fariseus julgadores. Pessoas que ficam o tempo todo se comparando com o pecado alheio. Mas na verdade todos somos pecadores carentes da Graça de Deus diariamente.

Gidel Lannes  Júnior
http://gidellannes.blogspot.com

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aba Pai



                   Nosso Aba

Dentre todos os seus nomes, o favorito de Deus é Pai: Sabemos que Ele ama este nome, porque é o que Ele mais usa. Enquanto esteve na Terra, Jesus chamou Deus de Pai mais de duzentas vezes. Em suas primeiras palavras registradas, Jesus elucidou: "Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" (Lc 2.49, ARA). Em sua última e triunfante oração, Ele proclamou: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23.46). Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome 156 vezes. Deus gosta de ser chamado de Pai. Além do que, Jesus não nos ensinou a começar nossa oração com a frase "Aba nosso"?

É difícil para nós entendermos o quanto foi revolucionário haver Jesus chamado Jeová de Aba. O que hoje é uma prática habitual, nos dias de Jesus era algo incomum. Joachim Jeremias, erudito no Novo Testamento, descreve quão raramente o termo era usado:

“Com a ajuda de meus assistentes, examinei a literatura devocional do antigo judaísmo... O resultado desses exames foi que, em lugar algum dessa vasta literatura, foi achada a invocação de Deus como "Aba Pai". Abaera uma palavra comum; uma palavra familiar e corriqueira. Nenhum judeu teria ousado tratar Deus dessa maneira. Não obstante, Jesus o fez em todas as suas orações a nós legadas, com uma única exceção: o brado da cruz — ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ Na oração do Senhor, Jesus autorizou os discípulos a repetirem a palavra Aba depois dEle, dando-lhes o direito de partilharem sua condição de Filho. Autorizou-os a falar com o seu Pai celeste de um modo mais confiante e familiar.”

As duas primeiras palavras da oração do Senhor são plenas de significado: "Pai nosso" lembra-nos que somos bem-vindos à Casa de Deus porque fomos adotados pelo dono. – Max Lucado, "A Grande Casa de Deus" – Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp. 12-13.

Somos filhos carentes de um Pai

Enquanto eu escrevia este livro, minha filha Jenna e eu passamos vários dias na velha cidade de Jerusalém. (Eu prometera levar cada uma de minhas filhas a Jerusalém, quando completassem doze anos.) Uma tarde, quando saíamos pelo portão Jafa, vimo-nos atrás de uma família de judeus ortodoxos — um pai e suas três filhinhas. Uma das garotas, talvez com quatro ou cinco anos, ficou alguns passos atrás, e não pôde enxergar o pai. "Aba!", chamou ela. Ele parou e olhou. Só então compreendeu que se afastara de sua filha. "Aba!" chamou ela, novamente. Ele a localizou, e imediatamente estendeu-lhe a mão. Ela a segurou, e eu, mentalmente, tomei nota enquanto eles prosseguiam. Eu queria ver as ações de um aba.

Ele segurou firmemente a mão da filha, enquanto desciam a rampa. Quando ele parou numa rua movimentada, ela caminhou pelo meio-fio, e ele a puxou de volta. Quando o semáforo abriu, ele guiou-a juntamente com suas irmãs através do cruzamento. No meio da rua, ele abaixou-se, tomou-a nos braços, e continuou a jornada.
Não é disso que todos precisamos? Um aba que ouve quando chamamos? Que segura nossa mão, quando estamos fracos? Que nos guia através dos cruzamentos agitados da vida? Não carecemos todos de um aba que nos tome nos braços, e nos carregue para casa? Todos precisamos de um pai. – Max Lucado "A Grande Casa de Deus" – Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 122.
A singularidade do uso de ‘Abba’ para Deus

Em nenhum lugar, em toda a imensa riqueza da literatura devocional produzida pelo judaísmo antigo, achamos ‘abba’ empregado como modo de se dirigir a Deus. O judeu piedoso sabia demais acerca do grande abismo entre Deus e o homem (Ec 5:1) para se sentir livre para se dirigir a Deus com a palavra familiar que se emprega na vida de todos os dias. Na literatura do judaísmo rabínico, achamos um só exemplo de ‘abba’ empregado numa referência a Deus. Ocorre numa história registrada no Talmude babilônico (Taanith 23b): “Quando o mundo tinha necessidade de chuva, nossos mestres mandavam as crianças da escola ao Rabi Chanin Hanechba [fim do século I a.C.] e pegavam na orla do seu manto e clamavam a ele: `Pai querido (‘abba’), pai querido (‘abba’), dá-nos chuva'. Disse diante de Deus: `Soberano do mundo, faz isto por amor daqueles que não podem distinguir entre um 'abba' que pode dar chuva e um 'abba' que não pode dar chuva alguma"' (cf. SB I 375, 520).
Certamente seria exagerado e impróprio se concluíssemos deste texto que, no judaísmo antigo, Deus era descrito como sendo ‘abba’, e tratado assim. O Rabino Chanin aqui meramente retoma o clamor de ‘abba’ a fim de apelar à misericórdia paternal de Deus; ele mesmo, do outro lado, emprega a invocação respeitosa “Soberano do mundo”. – O. Hofius, artigo “Pai” em Brown, Colin, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Edições Vida Nova, 1978, tradução Gordon Chown, Vol. 3, pp. 382-3.
Jesus e o uso do ‘Abba’

... Podemos ver de tudo isso porque Deus não é tratado por Abba em orações judaicas: para a mente Judaica teria sido falta de respeito e portanto inconcebível se dirigir a Deus com este termo familiar. Para Jesus se aventurar a tomar esse passo era algo novo e sem precedentes. Ele falou a Deus como uma criança para seu pai, de forma simples, interna, com confiança, o uso de Jesus de abba em se dirigir a Deus revela o coração de seu relacionamento com Deus.

... Com o simples ‘Abba, pai’ a igreja primitiva adotou o elemento central da fé de Jesus em Deus. Paulo explicou o que o termo significou para o Cristianismo nascente nas Epístolas aos Romanos e Gálatas, de forma sucinta, porém clara; as palavras são diferentes, porém o seu conteúdo é o mesmo. ‘E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!’ (Gal. 4:6). ‘... mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.’ (Rom. 8:16b-16). Ambas as referencias demonstram como a exclamação de ‘Abba’ vai além de toda a capacidade humana, e é somente possível dentro do novo relacionamento com Deus dado pelo Filho. – Joachim Jeremias “The Prayers of Jesus” (As Orações de Jesus) Philadelphia: Fortress Press, 1989, pp. 62, 65
Confiando no pai


Alguns meses atrás nossa família foi para uma piscina. Eu estava no fundo da piscina e minha filha de quatro anos, Savana, veio descendo até a parte rasa da piscina. Ela não sabia nadar, mas, ela usava bóias nos braços.

Savana desceu para a piscina e assim que entrou na água ela disse “Pai, estou com medo. Quero ir até onde você está”.
Eu achei engraçado a ingenuidade dela e disse “Savana, é muito mais fundo aqui onde eu estou”.
Ela disse, “Não me importo. Eu quero ir até onde você está”.

“Tudo bem, venha,” eu disse.

Ela começou a nadar estilo “cachorrinho”, atravessando a piscina, um metro, dois metros, três metros, até quatro metros de profundidade. Quando ela chegou perto, ela se agarrou ao meu pescoço, e o olhar dela de pânico se transformou em alívio. Ao lado do pai dela ela sentiu-se segura, e fez pouca diferença para ela quão profundas ou perigosas as águas ao nosso redor.
Dave Stone em Preaching Today (Pregação para Hoje)
fonte www.hermeneutica.com.br
GIDEL LANNES JUNIOR ´-